Bem vindo!

Esta semana celebramos o Dia Mundial da Terra – 22 de abril 2020!

Para celebrar este dia, criado com o intuito gerar uma consciência comum para problemáticas que afetam o nosso planeta em diferentes vertentes, o Centro Ciência Viva do Lousal, numa parceria com a Fundação Oceano Azul, convida-o a participar, sem sair de casa, num conjunto de atividades que preparámos para si!

Venha Explorar (a)Terra em Casa!

#aterraemcasa #EarthDayEmCasa #EarthDay2020

Veja a nossa calendarização!

13h – Em Casa com (Pa)Ciência – Especial Dia Mundial da Terra – Boas Práticas Ambientais

17h – Fotos da Semana (Instagram)

15h – Quiz Alterações Climáticas

16h – Em Casa com (Pa)Ciência – Especial Dia Mundial da Terra

18h – 10 anos a Explorar Ciência. 10 anos a Extrair Conhecimento

15h – Covid-19 à Luz da Ciência

17h – Planta-te Quêdo!

14h – Sugestão de Fim de Semana

17h – Planta-te Quêdo!

17h – Planta-te Quêdo!

Em casa com (pa)ciência

Especial Dia Mundial da Terra

 
 

Dia Mundial da Terra

Boas Práticas Ambientais

Descarregue as 12 dicas que apresentamos e fotografe, com os mais pequenos, locais da casa onde pode aplicar estas Boas Práticas Ambientais!

Partilhe connosco o resultado!

#FotosdaSemana

Partilhe fotografias de momentos de interação com o planeta Terra (paisagens, fauna, flora…), ou fotos da forma como o vê através da janela de sua casa.
Divulgaremos todas as fotos aqui! A mais original será divulgada no nosso Instagram!

QUIZ

Alterações Climáticas

Avalie os seus conhecimentos sobre causas, consequências e mitigação das Alterações Climáticas!

10 anos a Explorar Ciência. 10 anos a Extrair Conhecimento

Reveja o que aconteceu nos 10 anos do Centro Ciência Viva do Lousal 

Relembramos uma iniciativa do ano de 2016, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Terra.

São muitos os aspetos que nos remetem para a beleza e esplendor do nosso planeta. A Terra presenteia-nos com paisagens idílicas e de cortar a respiração, no entanto, há uma enorme variedade de espécies que muitas vezes apenas se deixam conhecer depois de filtradas por uma objetiva.

Em 2016, o Lobo, o Lobo ibérico, o Urso pardo, o Glutão, o Lince Euro-asiático e o Lince ibérico, entravam pelas portas da Mina de Ciência para nos ensinarem a “Coexistir com os Grandes Carnívoros”, uma exposição temporária que marcou as comemorações do Dia Mundial da Terra.
A inauguração da exposição foi marcada pela presença da bióloga Isabel Ambrósio, Grupo Lobo, numa sessão dedicada a aspetos da preservação das espécies Canis lupus e Canis lupus signatus e ao papel do Grupo Lobo na preservação destas espécies.

 

Planta-te Quêdo

Associado às comemorações do dia Mundial da Terra, o “Planta-te Quêdo” desta semana mostra algumas plantas que podem funcionar como importantes bioindicadoras de determinadas características abitóticas e bióticas, refletindo as condições ambientais dos locais onde ocorrem, nomeadamente as suas propriedades físicas e químicas. O clima, o solo e a água são fundamentais.

A generalidade das plantas possui grande tolerância ecológica, podendo ocorrer num largo espectro de ecossistemas e condições ambientais. Contudo, outras há, que se adaptaram a determinados biótopos ou condições edáficas e climáticas específicas, às quais são bastante fiéis, ou, a situações ecológicas extremas, onde muitas plantas não sobrevivem. Podem ser altamente tolerantes a condições ambientais adversas ou preferir habitats pouco favoráveis à maioria das espécies vegetais, incluindo situações de contaminação ambiental, denotando assim a sua elevada especialização e o seu potencial de bioindicação.

É o caso de algumas espécies do género Rumex, que naturalmente ocorrem em solos ácidos, normalmente pobres em bases de troca e com teores elevados de manganês, alumínio ou ferro, que fazem com que esses substratos sejam tóxicos para grande parte das plantas. Estas espécies possuem assim um importante papel bioindicador destas características ambientais. Esta semana, no “Planta-te Quêdo!” temos o Rumex acetosella subsp. angiocarpus (Murb.) Murb., uma espécie abundante na aldeia mineira do Lousal, rica em pirite (sulfureto de ferro, FeS2), cuja presença reflete precisamente esta situação!

Muitas plantas do género Ranunculus apenas vivem em ambientes aquáticos ou em solos saturados. Designadas por hidrófitas ou macrófitas aquáticas, face à sua adaptação e fidelidade a estes habitats, desempenham funções importantes nos ecossistemas, destacando-se a capacidade de absorção de determinados nutrientes e poluentes, naturalmente tóxicos para outras plantas. Constituem assim bioindicadoras fiáveis da qualidade das águas. O caso do Ranunculus peltatus Schrank não é excepção, ocorrendo em quantidade numa pequena lagoa, conhecida como Tapada, na antiga aldeia mineira do Lousal. A sua presença indica o pH tendencialmente ácido das águas da região, devido à contaminação por metais como o ferro, e, a baixa disponibilidade trófica (oligotrofia), associados a meios aquáticos com estas características!

Biótopos com condições ambientais extremas, como praias e dunas costeiras, sofrem um elevado stress ambiental, e, as adaptações biológicas das plantas, são ditadas pelos fatores ambientais. A proximidade ao mar, a influência do spray marítimo salgado, o susbtrato psamófilo (desde areias móveis até semi-fixas), e, fatores climáticos como a temperatura e a geomorfologia, determinam uma elevada especialização e fidelidade das plantas. Quando o balanço entre a erosão e a acreção nas costas arenosas é equilibrado, as comunidades vegetais distribuem-se em faixas bem definidas e com transições claras, que se vão sucedendo de acordo com o afastamento do mar. Assim, há plantas características das praia alta, dunas embrionárias, dunas primárias, corredores interdunares, dunas secundárias e finalmente, dunas terciárias, que por norma, apenas existem neste tipo de habitats (de igual forma, apenas estas plantas ocorrem nestes locais, sendo normalmente a presença de espécies mais conspícuas, causada por uma perturbação, normalmente de origem antrópica).

Em termos geomorfológicos, quanto mais próximas do mar, mais móveis serão as areias, diminuindo progressivamente para o interior. Porém, em situações de erosão das praias e avanço do mar, as areias da praia e da duna primária tendem a recuar, e com elas, algumas das plantas características destes setores, cujas especificidades biológicas o permitem, já que são plantas colonizadoras, adaptadas à mobilidade e instabilidade do substrato e com tolerância ao enterramento. Visto que a capacidade de reação das plantas dos setores interiores menos móveis, é menor devido aos seus tipos biológicos, as espécies proveniente dos setores próximos do mar acabam por se sobrepôr e misturar com estas. Assim, plantas características da praia alta e dunas primárias, quando encontradas em setores mais recuados das dunas litorais e misturadas com a vegetação típica destes setores, constituem bioindicadores bastante fiáveis de erosão costeira.

É o caso do Polygonum maritimum L., que apresentamos esta semana, fotografado na Praia de São Torpes (Sines), cujo areal vem diminuindo progressivamente desde há alguns anos, fazendo com que nalguns locais, a vegetação de vários setores, se apresente atualmente constrita e misturada numa pequena área!

Covid-19 à Luz da Ciência

Porque estamos a comemorar o Dia Mundial da Terra, convidamo-lo a analisar as consequências da pandemia “na perspetiva” do nosso Planeta Terra.

As ruas, cidades e países, abrandaram para um ritmo sem precedentes na era moderna. Esta recolha das pessoas às suas casas, instalou o silêncio e a calma de tal forma que, atualmente, sentimos e ouvimos o Planeta de uma forma peculiar.

João Duarte, professor e investigador da Universidade de Lisboa, na área da Geologia Marinha e Tectónica, comentou para nós um artigo publicado na revista Nature – “Coronavirus lockdowns have changed the way Earth moves”- sobre a forma como a diminuição do metabolismo social nas grandes cidades, associado às medidas de confinamento adotadas no combate ao surto do vírus SARS-cov-2, alterou a dinâmica do próprio planeta Terra.

Aceda ao artigo original aqui (inglês): https://www.nature.com/articles/d41586-020-00965-x?fbclid=IwAR1blBTj_4y8QwjdS2s9ArJNV6-TfgUMRTCXA_OkJzD2Hw_ccLKH4XHPYIY

Pode descarregar o artigo original e a sua tradução aqui

Sugestão de Fim de semana

No âmbito das Comemorações do Dia Mundial da Terra , para este fim-de-semana sugerimos a visualização de dois documentários centrados nas alterações climáticas e na forma como estas estão a afetar o nosso Planeta:
ICE on FIRE (2019)
Ao longo deste documentário, produzido e narrado pelo ator e ativista ambiental Leonardo DiCaprio, são exploradas alternativas que visam a redução das emissões de carbono para a atmosfera. O documentário foca também um problema de complexidade crescente, relacionado com a libertação de metano no Ártico, um poderoso gás de efeito estufa, cuja concentração crescente na atmosfera devida à ação humana pode ser responsável por consequências devastadoras para o planeta. Mais do que um mero relato ou descrição de factos ambientais conhecidos, o documentário é um apelo à consciência global e um pedido, em nome do planeta Terra, de uma solução conjunta para a atual crise climática.
Before the Flood (2016)
Com chancela da National Geographic e realização de Fisher Stevens, este documentário convida a uma volta ao Mundo numa viagem de reflexão sobre o impacte das alterações climáticas no meio ambiente. Dos meios de transporte, à forma como obtemos o nosso alimento, passando pela edificação de cidades e construção da nossa sociedade, descubra o que está ao nosso alcance fazer para impedir o desaparecimento de espécies, ecossistemas e comunidades nativas ameaçadas de extinção em todo o planeta.
Cabe-nos a nós cuidar do Planeta Terra, a nossa derradeira Casa!
Ice on Fire: https://hboportugal.com/filmes/ice-on-fire (Não gratuito)
Before the Flood: https://www.youtube.com/watch?v=mRMu07sn88g (Gratuito)
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