A Associação Centro Ciência Viva do Lousal (ACCVL), entidade privada sem fins lucrativos, foi criada em 2010 e tem como membros associados a “Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica”, o “Município de Grândola – CMG”, a “Fundação Frédéric Velge” e a “Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa”. Esta Associação é atualmente responsável pela gestão e dinamização de três importantes pólos culturais, históricos e científicos na antiga aldeia mineira do Lousal:

  1. O Centro Ciência Viva do Lousal – Mina de Ciência (CCVL), inaugurado a 30 de junho de 2010, está inserido na Rede Nacional de Centros Ciência Viva. Trata-se de um Centro que utiliza a temática dos Georecursos como porta de entrada conceptual para a exploração de áreas científicas e tecnológicas tão diversas como a Geologia, Química, a Física, a Geofísica, a Matemática, as Engenharias, a Biologia, a Ecologia, a Informática, a Computação Gráfica e as novas Tecnologias de Comunicação e Imagem. Este Centro privilegia atividades, espaços expositivos e experimentais, ou outros momentos de comunicação que assentam na interatividade com o público.
  2. O Museu Mineiro do Lousal (MML) está instalado no edifício que outrora albergou a Central Elétrica da mina. Esta, entre 1934 e 1992, foi responsável pelo fornecimento de energia ao complexo industrial mineiro do Lousal e à sua população. Inaugurado a 20 de maio 2001, este museu alberga um significativo espólio documental, objetos e equipamentos que permitem ao visitante um olhar sobre o quotidiano de trabalho ao longo dos 88 anos de atividade desta antiga mina.

III. A Galeria Mineira Waldemar, inaugurada a 27 de julho de 2015, permite realizar um percurso subterrâneo no sector sul da mina do Lousal, com cerca de 280 m de extensão. Ao longo do trajeto é possível observar os antigos paióis (quatro salas com revestimento em betão, destinadas ao antigo armazenamento de material explosivo), um sector com entivação original em madeira, os poços Waldemar e Luís, que permitiam o acesso aos pisos inferiores da mina, bem como descobrir toda a geologia e biologia características do local.

 Enquadramento Histórico:

A mina do Lousal, situada no concelho de Grândola, teve a sua atividade extrativa, compreendida entre 1900 e 1988, fundamentalmente dedicada à exploração de pirite para o aproveitamento de enxofre, matéria-prima destinada à produção de ácido sulfúrico utilizado no fabrico de adubos. No final dos anos 80, a produção de ácido sulfúrico a partir de pirite deixou de ser economicamente viável, originando o encerramento da mina.

Na sequência do encerramento da mina, verificou-se um acentuado decréscimo da população e tem início um conjunto de problemas sociais associados à elevada taxa de desemprego e à degradação do património industrial e geomineiro que constituíam a matriz identitária deste local. Com o objetivo de reverter este quadro, nasceu, em 1994, o projeto RELOUSAL, resultante da união de esforços entre a SAPEC, SA (empresa proprietária da mina) e o Município de Grândola que convergiu na criação da Fundação Frédéric Velge. Esta entidade encetou um conjunto de iniciativas dirigidas a explorar as potencialidades museológicas, turísticas e geoambientais do Lousal. Ao longo de mais de vinte anos foram já recuperados vários edifícios para dar lugar a um Centro de Artesanato, um Hotel Rural, um Restaurante, um Museu de Arqueologia Industrial e um Centro Ciência Viva.